
Nada dócil, quebro meu jejum de posts com a boca no trombone. A começar com o evento disfarçado de popular chamado
BH Music Station. [Se bem que, com este nome pomposo e ainda em ingrês, algo estaria errado....]
A idéia é genial: de madrugada, bons shows simultâneos de música nas estações do sub aproveitado metrô belo horizontino. No sábado dia 13, por exemplo, Marina de La Riva e Tom Zé passaram por lá. Mas o detalhe desta história está no preço do ingresso: 60 REAIS. Gente do céu: diferente de São Paulo, o metrô passa looonge da rotina da classe média mineira. Ou seja: terminado o horário de funcionamento oficial, saem os usuários do povão, entra a cultura para a elite. E o metrô a prefeitura de BH perdem a chance de exportar uma idéia brilhante para o país, preferindo ficar à mercê de um projeto de marketing de operadoras de telefonia.
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Outra reclamação, desta vez sem remetente específico: parece que o desaparecimento repentino está inscrito nos genes dos bons bares e restaurantes inaugurados em BH. Semana passada confirmei que a massa certa vez degustada no Cafetina entraria mesmo para a história: o charmoso restaurante da Cristovão Colombo agora é floricultura de luxo. Uma gota d´agua para a seqüência de tentativas fracassadas do Eduardo em me apresentar outros espaços gastronômicos mais simples – também na Cristovão Colombo - como o Nini e a casa de nhoques ao lado. Eu mesma já dei com a cara na porta quando tentei um repeteco do pastel de angu no Gibi. [Parece que o esporte do ex-dono é abrir lugares, esperar que lotem e dar o fora...]
Alguém quer fazer o favor de me explicar o fenômeno da passagem meteórica desses lugares na cidade?