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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tempo de novo!



Estreia amanhã, dia 3, após meses de gestação, meu novo trabalho na Rede Minas. Cá para nós, brinco que vamos dar um salto na apresentação de várias aventuras cotidianas que poderiam ser contadas neste Tutu Mineiro – agregando a opinião e o profissionalismo de muita gente interessada em contar boas histórias. É o quadro Histórias da Cidade, que passa a ir ao ar toda sexta-feira nas duas edições do Jornal Minas. Em breve, também com seu próprio blog!

A proposta é destacar personagens e lugares que muitas vezes passam despercebidos (ou quase invisíveis.....) no nosso dia a dia em Belo Horizonte. Mergulhar nesses universos, dar espaço às pessoas e seus causos. Vamos para a periferia e para o centro sem preconceitos, descobrindo as diversas faces que compõem a identidade da capital.

Para quem anda experimentando do meu Tutu, boto água no feijão e convido os amigos para esta feijoada feita no capricho! Abraços!

domingo, 8 de novembro de 2009

Xuxa? Que nada!

Correria, desdobramentos importantes do final do ano, tempo milimetricamente planejado. Enquanto os pernilongos se reproduzem em velocidade ímpar na capital mineira, seus habitantes aguardam a iluminação da praça da Liberdade e os sagrados dias de folga para as festas. UFA! Muita enrolação para dizer que não tenho tido tempo de dividir coisas boas que andam acontecendo por aqui com os leitores do Tutu. Mesmo assim, não me custa tanto tempo aproveitar este espaço para lembrar de personalidades de Minas que sempre vão se destacar.



Uma delas é a Rúbia, apresentadora de um conhecido programa infantil no estado. A primeira vez que ouvi falar do TVX, fiz uma associação automática com a loira ícone dos velhos programas de auditório para crianças. Mas o trabalho da Rúbia tem muito mais a ver com vocação do que com exploração. A moça, de 29 anos, tem um lugar cativo na TV Horizonte – diariamente, ela apresenta um programa ao vivo que recebe quase 100 crianças em estúdio. As brincadeiras e os quadros são leves, divertidos, educativos. Um dos pontos altos é a contação de histórias – com poucos recursos, ela prende a atenção dos pequenos...... e dos adultos. Não é à toa que, em outubro, ela tenha completado dez anos à frente da atração! [Mais vídeos no site pessoal e no Myspace da Rúbia!]

Enquanto isso, Eliana vira o novo Gugu do SBT....

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Prêmios!

Semanas de ótimas notícias. Eu e a equipe do Planeta Minas, na Rede Minas, ganhamos o prêmio dos 100 anos do Instituto Nacional de Meteorologia/ INMET na categoria Televisão com o programa Tecnologia do Tempo. A cerimônia acontece dia 19 de novembro, em Brasília. E, como se não bastasse, acabamos de saber que o programa Tecnologia para Especiais, veiculado em 2008, é finalista do Prêmio Imprensa Embratel – um dos mais importantes do país. Concorremos com SBT e Revista Época na categoria Tecnologia da Informação, Comunicação e Multimídia - Veículo Não-Especializado. Claro que a indicação já é uma grande conquista. O programa mostra como grandes novidades tecnológicas desenvolvidas em universidades de Minas Gerais podem mudar a vida de quem tem alguma deficiência física ou mental. Em especial, um aparelho que identifica cédulas de dinheiro para cegos – trabalho da PUC/Minas – e um software livre adaptado para a inclusão de portadores de sindorme de Down, autismo e paralisia – uma pesquisa da Universidade Federal de Viçosa.

Pela primeira vez na história deste blog, abro espaço para a divulgação de um release. Acho que vale a pena ;-)

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Prêmio Imprensa Embratel divulga finalistas da edição de 2009

Redação Portal IMPRENSA*

O Prêmio Imprensa Embratel divulga a lista de reportagens finalistas da edição 2009. São 52 trabalhos que concorrem em 17 categorias, além do Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho para o melhor trabalho.

Os nomes dos profissionais premiados serão conhecidos na festa de entrega dos troféus, dia 11 de novembro (quarta-feira), no Rio de Janeiro (RJ). O evento reunirá todos os finalistas para uma das maiores premiações do jornalismo brasileiro.

A edição 2009 teve 1.219 trabalhos inscritos de todo o país em sua 11ª edição. São 956 trabalhos nacionais e 263 regionais concorrendo a 18 premiações. Nas categorias nacionais houve um crescimento de 32% nas reportagens investigativas, 18% nas de televisão e de 17% nas de rádio.

A avaliação das reportagens inscritas levou em conta a importância do assunto (relevância nacional ou regional), extensão da reportagem, qualidade da edição e esforço despendido pelo repórter para a sua realização, assim como a repercussão e os resultados obtidos.

A 11ª edição do Prêmio Imprensa Embratel distribuirá R$ 166 mil (valor bruto) para trabalhos jornalísticos distribuídos em 17 categorias específicas e no Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho. Confira a relação completa de reportagens finalistas, por categoria, do Prêmio Imprensa Embratel 2009.

Jornal e Revista

A ENFERMARIA ENTRE A VIDA E A MORTE / A MULHER QUE ALIMENTAVA, de Eliane Brum - Revista Época
FAVELA S.A., de Sérgio Ramalho, Cristiane de Cássia, Dimmi Amora, Fernanda Pontes, Selma Schmidt, Carla Rocha e Luiz Ernesto Magalhães - Jornal O Globo
OS ANTI-HERÓIS - O SUBMUNDO DA CANA, de Joel Silva e Mário Magalhães - Jornal Folha de S.Paulo

Televisão

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA, de Alan Severiano e equipe - TV Globo - Rio
ESCRAVOS DO SÉCULO 21, de Mauricio Ferraz e equipe - TV Globo - Rio
O HORROR DA PEDOFILIA, de Lúcio Sturn, com participação de Alline Passos e Christina Lemos - TV Record

Jornalismo investigativo

A FARRA DAS PASSAGENS, de Lúcio Lambranho, Edson Sardinha e Eduardo Militão -www.congressemfoco.com.br
A MÁFIA DA MERENDA ESCOLAR, de Vinicius Mello Costa - TV Record
CASO ZOGHBI, de Andrei Meireles e Matheus Leitão - Revista Época
FILA DA VIDA ESTÁ PARADA, de Pâmela Oliveira - Jornal O Dia

Reportagem Econômica

ATÉ ONDE VAI ESTA CRISE (E COMO ELA PODE AFETAR O BRASIL), de Angela Pimenta, Tatiana Gianini, Tiago Maranhão e Luciene Antunes - Revista Exame
CRISE ECONÔMICA, de Ana Paula Padrão e equipe - TV SBT
O BRASIL QUE EMERGIRÁ DA CRISE, de Ricardo Allan, Vânia Cristino, Mariana Flores, Letícia Nobre, Edna Simão, Vicente Nunes, Luciana Navarro, Karla Mendes e Luciano Pires - Jornal Correio Braziliense

Responsabilidade Socioambiental

MORTE LENTA DA FLORESTA DO MAR, de Leonardo Cavalcanti - Jornal Correio Braziliense
ESTÁ EM SUAS MÃOS, de Paulo Rebelo, Luciana Veras, Júlia Kacowiez, Thiago Marinho, Eduardo Costa, Phelipe Rodrigues, Marcel Tito, Taciana Góes e Tatiana Sotero - Diário de Pernambuco
TRÁFICO DE ANIMAIS: NA ROTA DA EXTINÇÃO, de Fábio Diamante e equipe - TV SBT

Reportagem esportiva

COPA DO MUNDO É NOSSA, de Helvídio Mattos e equipe - ESPN Brasil
APARTHEID - PORTUGUESA SANTISTA, de Marcelo Outeiral e equipe - TV Globo - Rio
ARAGUARI, PIONEIRAS DO FUTEBOL FEMININO, de Renato Peters e equipe - TV Globo ¿ Rio

Reportagem Fotográfica

CRISE, QUE CRISE?, de Marcelo Carnaval - Jornal O Globo
LADRÃO EM FUGA, de Adenilson Nunes - Jornal Correio da Bahia
TIROS E SOCOS NAS LARANJEIRAS, de Daniel Ramalho - Jornal do Brasil

Reportagem cinematográfica

ATOL, A BELEZA MARINHA DENTRO E FORA D'ÁGUA, de Josimar Parahyba - TV Globo Nordeste
FLAGRANTE SUPERVIA, de Eduardo Torres - TV Globo - Rio
JOVEM MORTE, de Junior Alves - TV SBT

Rádio

CAMINHAR SOBRE RODAS: A VIDA DOS USUÁRIOS DE CADEIRAS DE RODAS NO BRASIL, de Cristina Coghi e Fernando Gallo - Rádio CBN
OBESIDADE INFANTIL: UMA EPIDEMIA CONTEMPORÂNEA, de Marcelo Santos - Rádio Catarinense PERIGO NA TELA: O VÍCIO DO NOVO SÉCULO, de Marcelo Santos - Rádio Catarinense

Jornalismo cultural

100 ANOS DE CARTOLA, de Lívia Carla - Rádio MEC
MACHADO DE ASSIS - 100 ANOS DE MEMÓRIA, de Ana Lúcia do Vale e Kamille Viola - Jornal O Dia
MACHADO DE ASSIS SOMOS NÓS, de Schneider Carpeggiani e Fabiana Moraes - Jornal do Commercio / PE

Tecnologia da Informação, Comunicação e Multimídia - Veículo Especializado

CAMINHOS DIGITAIS DO CEARÁ, de Thiago Cafardo, Luiz Henrique Campos e Demitri Túlio - Jornal O Povo
RETRATO DE UMA DÉCADA, de Gilberto Pavoni Junior, Vitor Cavalcante, Felipe Dreher e Ana Lúcia Moura Fé - Information Week Brasil
SEGURANÇA NO E-COMMERCE, de Sandra Cunha - Revista Security


Tecnologia da Informação, Comunicação e Multimídia - Veículo Não-Especializado

INTERNET, de Patrícia Travassos - TV SBT
TECNOLOGIA PARA ESPECIAIS, de Julia Tavares - Rede Minas de Televisão
VOCÊ JÁ USOU O TWITTER? SOB O OLHAR DO TWITTER, de Renata Leal e Ivan Martins - Revista Época

REGIONAL

Centro-Oeste

MENINOS SEM FUTURO, de Vinicius Jorge Sassine - Jornal O Popular
O CAMINHO DA ILUSÃO, de Carmen Souza - Jornal Correio Braziliense
OS DIREITOS DA INFÂNCIA, de Erika Klingl - Jornal Correio Braziliense

Nordeste

ARQUIVO MORTO - MÁFIA DAS EXECUÇÕES EM FORTALEZA, de Demitri Túlio, Cláudio Ribeiro e Thiago Cafardo - Jornal O Povo
FERIDAS ABERTAS DA FOME, de Carol Almeida e Ciara Carvalho - Jornal do Commercio / PE
VÍTIMAS DA OMISSÃO, de Isly Viana e equipe - TV Record

Norte

DA ESCURIDÃO PARA A LUZ, Silvio Martinello - Jornal A Gazeta
TRABALHO ESCRAVO, de Nyelsen Martins e equipe - TV Record
WAIMIRI-ATROARI, MASSACRES, RIQUEZAS E MISTÉRIOS, de Ricardo Oliveira e Orlando Farias - Jornal Amazonas em Tempo

Sudeste

CONSELHO DE MARAJÁS, de Alana Rizzo, Amaury Ribeiro Jr. e Alessandra Mello - Jornal Estado de Minas

INFÂNCIA INTERROMPIDA, de Jussara Soares - Jornal Diário de S. Paulo
O GOLPE DO SINAL AMARELO, de Antero Gomes - Jornal Extra

Sul

A EPIDEMIA DO CRACK, de Itamar Melo e Patrícia Rocha - Jornal Zero Hora
GOLPISTAS DA MENSAGEM PREMIADA DETALHAM ESQUEMA QUE ATINGE VÍTIMAS NO RIO GRANDE DO SUL, de José Renato Ribeiro - Rádio Gazeta AM 1.180
MÁFIA LARANJA, de Mauri König - Gazeta do Povo

*Com informações da assessoria de imprensa

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Minas no CQC

O formato estilo show/ auditório exportado pelo CQC da Argentina – dono da versão original do programa – beira o cansaço. Câmera nervosa, cortes excessivos, brincadeirinhas “over” por parte dos apresentadores e merchandising infantilizada são os principais pontos fracos do programa da BAND. Mas a liderança do brilhante Marcelo Tas, a perspicácia e o preparo do time de repórteres e a edição impecável – contando com as divertidas artes – apontam, enfim, para a inovação no campo da mistura entre jornalismo e entretenimento. Nosso Custe o Que Custar vem acertando o tom desde a estreia, em março deste ano.

O quadro Proteste Já é meu favorito. A proposta é conferir, in loco, alguma denúncia de mau uso do dinheiro público encaminhada pelos telespectadores – falta de entrega de uniformes escolares, obras abandonadas, obras nunca realizadas, etc. As matérias são muito bem conduzidas, ricas em personagens, e sempre correm atrás da embaraçosa retratação por parte das administrações locais. O saldo positivo da experiência está em aproximar a politica das pessoas, mostrando o quanto ela afeta nossa realidade e, por isso mesmo, deve ser fiscalizada. Genial!

A motivação deste post é o video exibido no programa desta semana, dia 19 de Outubro. A tecnológica Itajubá, no sul de Minas, onde já estive três vezes a trabalho, foi a bola da vez. Denúncia: unidade móvel de saúde totalmente abandonada pela prefeitura municipal. O argumento é que o ônibus entregue com recursos do Ministério da Saúde se mostrou inviável para utilização devido às proporções e dependência de tomadas de energia elétrica (!!). Mas não houve como evitar o constrangimento. Confira!



Aqui, alguns relatos e fotos de Itajubá.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Outras eleições











Há quatro anos assisti ao debate final para prefeito de São Paulo numa casa lotada da rua Rodésia, na Vila Madalena, com uma turma que conheci fazendo campanha pela Internet nos áureos tempos de Orkut. No telão, as falas de dona Marta eram seguidas de aplausos efusivos. Os adversários eram impiedosamente vaiados – um sonoro “uuuu” seguido de “ssshiiuu” para que conseguíssemos ouvir a próxima pergunta. Do debate segui na ronda de bares da região, batendo boca com a turminha engomada dos bares pomada. Uma festa.

Agora o cenário é outro. Mesmo convicta do meu voto em Jô Moraes, tenho apresentado uma resistência braba ao vírus político. A praça Sete, centrão da cidade, é um dos raros espaços de agitação de campanha. Em meia hora, um caminhão estilo trio elétrico de Márcio Lacerda deu cinco voltas na avenida. Os pseudomilitantes pagos balançavam bandeiras alaranjadas em que nada se lia. Reinaldo, o famoso ex-jogador do Atlético, cumprimentava os desempregados que fazem vigília na região pedindo votos para vereador. O aspecto cansado do homem barrigudo contrastava com a foto sorridente da placa hasteada pela correligionária.

O debate de ontem, na Globo, parecia uma brincadeira de criança. Papelzinho pra cá, sorteio pra lá. Ganha quem responde. Não importa muito o quê. De tão estático, o protocolo mais parece uma disputa de repentistas da terceira divisão. 2 minutos. 45 segundos. 30 segundos. A Jô não se saiu tão bem. Estava rouca no inicio e usou um palavreado rebuscado demais. Márcio cumpriu a cartilha do bom marketing eleitoral – pouca exaltação e um tom quase mecânico de voz. Já Sérgio Miranda impressionou com o preparo para criticas à atual gestão municipal e, consequentemente, ao candidato da continuidade. E Leonardo Quintão investiu na retórica sintonizada com um público despolitizado e de pouca escolaridade. Bem ou mal, mostrou a que veio.

Em dois dias, voto pela primeira vez em Belzonte. Mas não faço boca de urna.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eu no Ar

Plantão Tutu Mineiro informa: Planeta Minas Ciência e Tecnologia no ar nesta sexta-feira, dia 3 de outubro, às 14h, e sábado, dia 4, às 19h, na Rede Minas! Relembrando os 30 anos do nascimento do primeiro bebê de proveta no mundo, este programa aborda a evolução das técnicas de reprodução assistida e traz belas histórias de bebês mineiros concebidos em laboratório.

Recado dado!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Política Leite com Leite

Num ato heróico de civismo, consegui transferir meu titulo de eleitor para BH no último dia. Por esta ação, alias, já fui taxada de patologicamente politizada. Agora, o jeito é me situar no meio de tantos rostos inéditos no horário eleitoral que acaba de começar. Uma atração e tanto para esta paulistana que, pela primeira vez, não precisa encarar o rosto do Maluf numa campanha para prefeito.

É claro que ando me divertindo. A avalanche de vereadores na TV raramente diz alguma coisa séria. E cada candidato tem seu método de guerrilha para mandar algum recado. Alguns se definem logo no nome: Hamilton Cabeleireiro, Cabo Adriana, Renato da locadora, Pelé do Vôlei, Eduardo da Ambulância, Ângela do Girassol, Paulão Butum da Creche.

“Eu tenho um projeto para você. Ligue 9123-4567 e saiba o que não pude falar agora”, afirma um deles, do PMDB. Já o candidato Amigão, do PSB, arrumou um bordão estilo mala sem alça: “Confie no amigão, sou amigo de todos”. Outros partidos preferem fixar uma única mensagem ao longo dos escassos segundos aos quais têm direito. São mantras como “O PSC acredita em Deus e coloca o ser humano em primeiro lugar”, repetido por 10 pessoas diferentes; e “Se você quer vereadores e vereadoras comprometidos com o nosso país, vote 50”, narrado cinco vezes na voz de Heloisa Helena, do PSOL.

No programa dos candidatos a prefeito, é curioso ver como quase ninguém se arrisca a criticar uma das gestões municipais mais bem avaliadas no país. Mas a surpresa foi ver como a aliança entre PT e PSDB está escancarada em torno de Marcio Lacerda (PSB). Fernando Pimentel e Aécio Neves são só elogios para o empresário que entrou na vida política como ministro do governo Lula e hoje atua como secretário de governo de Aécio. Jô Moraes, do PCdoB, que aparece como líder nas pesquisas de intenção de voto, fica no meio termo entre criticar a atual prefeitura e propor mudanças.

Tenho milhões de outras observações a fazer, mas guardo o fôlego para a longa jornada que teremos pela frente até o 1. turno...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

TV Pública na Era Digital

(Texto meu publicado no site Observatório do Direito à Comunicação, do Intervozes, inaugurando também a série Frilas para o Tutu Mineiro)

Que TV queremos ter? Para a professora Regina Mota, da Universidade Federal de Minas Gerais, esse deve ser o principal questionamento de uma sociedade que começa a se preparar para ter sua primeira TV Pública. Regina, que participou por três anos do grupo de pesquisa para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital, foi a convidada do segundo seminário da série TV Pública na Era Digital, organizado pela Rede Minas na última quarta-feira, dia 31 de outubro, em Belo Horizonte.

Também autora do livro TV Pública - A democracia no ar, Regina não trouxe respostas prontas. Pelo contrário: instigou os presentes – em sua maioria jornalistas e profissionais de televisão – a refletir sobre o que, de fato, significa uma TV a serviço do povo. Para ela, o país precisa batalhar pela constituição de uma TV efetivamente pública, que garanta um lugar para a expressão da diferença e permita a invenção do mundo.

A questão-chave por trás desses desafios, para Regina, é nossa relação com o outro. A presença deste “outro” na televisão privada brasileira é vista por ela como desigual e autoritária. “Assim como no processo de civilização branca, o jornalismo tenta civilizar para converter”, destacou. Numa exposição bastante provocativa, defendeu ainda a atualidade do Manifesto Antropofágico, de Oswald de Andrade (1928), que pregava o interesse pelo conflito, pela diferença e pela mudança. “Ainda não sabemos lidar com o outro”, reconheceu, após mostrar trechos da participação de Mano Brown no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Para ela, a atual decisão de dar início às transmissões da TV Pública em São Paulo e nos grandes centros urbanos é equivocada, porque aumenta a desigualdade entre as cidades ricas e as mais carentes. Sua proposta é inverter essa lógica, com a criação de uma rede a partir do interior do país, que coopere inclusive com o desenvolvimento da tecnologia e da linguagem a ser adotada pela nova TV.

A Internet pode ser vista como uma referência das mudanças que estão por vir, como a produção colaborativa e não autoral. “Questões como a necessidade ou não de formação também estarão em jogo”, disse, apostando ainda que os novos sentidos para a tecnologia irão demandar um outro tipo de profissional, com habilidades de engenheiro, tecnólogo, jornalista e, especialmente, artista.