sábado, 2 de agosto de 2008

No Triângulo

Sem Internet em casa e sem tempo, acabei abandonando meus registros tutuísticos. Mas de forma alguma deixo de colecionar histórias a serem contadas por aqui. Desde quinta-feira vivo uma aventura pelo Triângulo Mineiro, com direito a cenas de (quase) pânico no meio de um canavial, perdida com a equipe de TV. à noite, no chão de terra batida sem sinalização, com tanque de gasolina na reserva, encontramos o caminho da pequena Pirajuba por milagre.

A notícia do risco que passamos correu solta na cidade de 3 mil habitantes. Era parar num bar e ouvir um consolo. Aliás, um desses consolos caiu melhor: é muito comum errar o caminho ou querer cortar caminho pelo canavial. Como a usina de cana fica ativa durante a madrugada, por sorte conseguimos informações mais ou menos seguras com funcionários não alcoolizados.

Eis que agora falo de um hotel na plana Uberlândia - a ponta mais rica do Triângulo, composto ainda por Araxá e Uberaba. As impressões, apesar de muito cruas, não são exatamente positivas. O jeito é dar mais uma voltinha por ai.

sábado, 19 de julho de 2008

Valadares News

Tive três dias e duas noites de verão na cidade que ganhou fama por seu principal produto de exportação: os próprios moradores. Ainda lembro de algum “Globo Repórter” sobre o espírito aventureiro dos mineiros de Governador Valadares, que migravam em massa para os EUA.

Aqui, cabe uma explicação. O que na verdade me levou a Valadares foi uma pomada cicatrizante a base de repolho. Mas no intervalo entre a plantação da hortaliça e a farmácia de manipulação, cacei pistas um pouco mais culturais sobre a cidade. Concretamente, só encontrei um outdoor da escola de inglês CCAA reproduzindo uma nota de 100 dólares, com letras garrafais dizendo “Aqui suas chances ficam ENORMES”.

Horas depois, uma conversa com o farmacêutico indicou que a CCAA pode estar desperdiçando com a propaganda. Segundo ele, os sonhos de grana agora se realizam na Europa – mais especificamente na Espanha e na Irlanda. Dublin anda falando mineirês by Governador Valares.

Engraçado, porque a cidade não parece ser tão pobre. O Centro, agitado e muito organizado em quadras padronizadas, tem lojas para todos os bolsos. A vista do pico do Ibituruna, que permite ver em detalhes todo o vale do Rio Doce, é exuberante. E as promessas de melhora na economia local também são altas.

Quando a única fonte de notícias é o Diário do Rio Doce, o otimismo é ainda maior. Audacioso, o jornal não dá a mínima para imparcialidade. Manchete: “Um fato histórico – ARACRUZ É DE VALADARES.” As páginas sobre a assinatura para a construção da fábrica de celulose na cidade não incluem nenhuma linha sobre os possíveis impactos ambientais que o empreendimento pode trazer. Um panfleto e tanto, com diversos anúncios pagos comemorativos por parte dos candidatos a prefeito. “A Aracruz é nossa! Mourão também!”/ “Aracruz em GV, Agora é pra valer – Compromisso Jayro Lessa”/ etc.

Uma última observação: em cidade pequena, eleições municipais devem ter mais impacto que as estaduais. É grana correndo solta. E promessa de remuneração para muitos futuros funcionários de confiança - exatamente aqueles que não precisam do emprego na Aracruz Celulose.

Aos ávidos por imagens, algumas fotos representativas no site ValadaresMG.

domingo, 13 de julho de 2008

Domingo na barragem

Foram dois domingos seguidos descobrindo melhor o bairro onde moro. Finalmente, a barragem Santa Lúcia deixa de ser um cenário de fundo no meu dia a dia mineiro. Grama verde, quadra de futebol, aparelhos de ginástica, água potável e barraquinhas com suco fresco de água de coco e abacaxi. Trata-se de um lugar bem interessante, ao pé do Morro do Papagaio, com lago artificial cercado de uma pista para caminhada de 800 metros.

A estrutura é ótima e segura, sem dúvida. Mas o principal atrativo – ao menos para mim, que definitivamente não agüento correr nem meio quilômetro – é a rara sensação de cidadania que esse lugarzinho é capaz de proporcionar. Ali, convivem a madame de calça legging cor-de-rosa, o puddle de macacão e o homem bêbado. Os meninos descalços com pipa na mão, o mano com blusa de basquete norte-americano, as meninas com shorts-calcinha e a criança na bicicleta da Barbie.

Morro e asfalto se misturam, usufruem do espaço público, curtem juntos o sol e sombra. Semana passada, em decibéis escandalosos, o moço no palco montado anunciava mais uma edição do projeto Quero Ver Meu Morro Feliz. Enquanto a policia fazia cadastramento para RG, dezenas de bandas de música do Morro do Papagaio se apresentaram das 10 da manhã até tarde da noite. Consegui pegar o grupo de rap Mente Fria – uma turminha bem esperta que olha para o futuro e traz boas-novas para os meninos do Morro.

Hoje a surpresa foi maior. Acontecia um evento de manobras [radicais?] em motocicletas. Num pequeno trecho cercado de grades, uma multidão acompanhava o vai e vem dos homens de capacete, que aceleravam ao som tecno do DJ. O anfitrião da festa implorava por palmas a cada minuto, mas a moçada não parecia tão empolgada. Parece que andar com um só pneu da moto é coisa batida.

De qualquer forma, este domingo serviu para confirmar que o espaço, ali, é mesmo de todos. Se a música ambiente não agrada, o I-Pod pode ser uma solução. Ao menos foi a saída encontrada pelo velho barrigudo de tênis Nike.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A confábula do fim*

A dois minutos do último segundo um homem completamente bêbado acordou de seu sono profundo numa calçada da avenida olegário maciel e descobriu que não sabia mais quem era e sequer de onde viera;

A dois minutos do último segundo um casal de jovens apaixonados pulou do alto do edifício archângelo maletta numa atitude comovente de protesto contra as intituições familiares. Seus corpos foram cobertos com jornais locais que noticiavam a extinção da previdência social;

A dois minutos do último momento todas as crianças estavam dormindo e sonharam simultaneamente com um dominó formado por toda a população que percorria as autopistas e as avenidas e becos das grandes cidades;

A dois minutos do sinistro as leoas petrificadas da praça da estação rugiram pela primeira vez após séculos de silêncio e tomados por uma fome bestial devoraram os cavalos dos policiais montados que faziam a ronda noturna naquela noite;

A dois minutos do fecho um homem visivelmente transtornado levantou-se em meio a multidão atônita e acusou todas as mães pelos últimos atentados ao pudor. Foi imediatamente imobilizado e levado a uma clínica de psicanálise;

A dois minutos do gran finale os animais do zoológico municipal foram libertados por membros de uma ONG que protestava contra o aumento abusivo das passagens dos coletivos urbanos. Nesse dia foram registradas várias demissões no DETRAN;

A dois minutos do derradeiro fracasso o ribeirão arrudas começou a correr em sentido contrário;

A dois minutos da tragédia soaram juntas dos dez mil automóveis engarrafados na região central dez mil buzinas como trombetas apocalípticas anunciando uma nova crise mundial do petróleo;

A dois minutos de da catástrofe um vírus desconhecido penetrou silenciosamente na memória de todos os computadores. Nesse instante as impressoras iniciaram a impressão de equações matemáticas desconhecidas e misteriosas. Ao final da operação os computadores desligaram-se para sempre;

A dois minutos do blecaute total todos os shopping centers viraram mercados persas;

A dois minutos da hecatombe nuclear a cidade de Ouro Preto afundou e desapareceu completamente do mapa levando consigo para as entranhas da terra todo o seu acervo arquitetônico , a população nativa, os estudante e alguns turístas desavisados. No local foi descoberta uma civilização subterrânea em um estágio de desenvolvimento inacreditável;

A dois minutos do holocausto todos os presos foram libertados e a população civil em pânico refugiou-se nos presídios de segurança máxima;

A dois minutos do resto o metrô transformou-se numa grande serpente mitológica e devorou os trilhos da estação central até a estação lagoinha. Depois cavou um túnel interminável e nunca mais foi vista por olhos humanos;

A dois minutos do eclipse o monolito da praça sete de setembro foi arrancado violentamente por um grupo de guerrilheiros urbanos que, ainda não satisfeitos com a agressão impetrada ao imaginário simbólico da cidade utilizou-se da forma fálica do pirulito para violentar com requintes de crueldade a casta igreja de são josé num ritual orgiástico de profanação dos espaços sagrados. No mesmo momento uma facção dissidente decaptava o cristo redentor fazendo sua cabeça rolar morro abaixo até ser consumida pelas águas na praia de Copacabana;

A dois minutos do último segundo índios de todas as nações indígenas invadiram o senado vestidos de casaca e cartola e comeram cinco senadores e doze deputados num ritual antropofágico de caráter político partidário;

A dois parágrafos do fim deste texto foram encontrados centenas de exemplares de um livro proibido, inédito e desconhecido do poeta Carlos Drummond de Andrade num galpão abandonado da avenida Andradas. Todos os livros foram imediatamente recolhidos e incinerados pelas autoridades competentes antes que gerassem o kaos e o pânico em todo o continente;

A dois minutos dos últimos acontecimento o escritor norte-americano Dan Propper declarou ‘a Folha de São Paulo ter sido copiado e deturpado por poetas mineiros irresponsáveis. A despeito do protexto de seus editores, fez questão de deixar claro que era totalmente favorável a este tipo de iniciativa;

A cento e vinte segundos atrás todos os relógios despertaram sincronicamente causando um atraso irreversível na estrutura temporal do universo e a humanidade finalmente acordou de seu sono profundo e milenar.

* Por Makely Ka, o operário da contra-indústria que anda construindo milhares de edifícios alternativos por aí. O autor do blog Autófago participou ativamente do novo CD da Titane e estremeceu o Stereoteca com esta poesia sonora. Começo a pirataria copiando o texto por aqui.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Música + Oxigênio

















Em 2002, eu sequer imaginava conhecer a pessoa que motivaria minha mudança para Belo Horizonte cinco anos mais tarde. Naquele ano, um grupo de jovens músicos da cidade se reuniu durante o Reciclo Geral – Mostra de Composições Inéditas. Independentes em relação ao mercado musical, eles logo descobriram que unir forças era mais que necessário na batalha por condições de se apresentar e continuar a produzir.

E ontem, julho de 2008, testemunhei o quanto esse movimento já tomou conta do cenário musical mineiro e brasileiro. O referendo partiu de Titane, cantora de uma geração anterior, que lançou um CD com as canções dessa nova safra de poetas contemporâneos. As duas sessões lotadas do show no Stereoteca foram puro oxigênio.

Como Titane mesmo disse, seria impossível incluir no disco toda aquela turma do Reciclo. Desta vez, ela contemplou Renato Villaça, Makely Ka, Érika Machado, Cecília Silveira, Dudu Nicácio e Kristoff Silva. Fina estampa.


Imerso na sua quase mística inspiração, Kristoff subiu ao palco sem dar margem aos desconfiados ouvidos, dilatando as pupilas. Makely veio em seguida, sem objeto em mãos. A fala, seu mais poderoso instrumento, abalou as estruturas do teatro da Biblioteca Pública. Nos fez crer que estávamos a dois minutos do fim de todas as coisas.

Que venha, agora, o novo. Ao menos na música.

Titane, moderníssima, fez um CD para ser baixado, copiado, alterado. Só clicar em http://www.titane.com.br/ana/.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Hebe, Lílian & Eu

Foto minha publicada no Estado de Minas de ontem, dividindo página com Hebe Camargo e Lilian Witte Fibe, foi uma surpresa e tanto. Divertidíssimo. Procurei no Google e eis que a foto foi parar num site de “Mexerico”. Virei fofoca. Só espero não ser capturada para a coluna de Paulo Navarro.

Aqui, mais sobre o programa Planeta Minas, da Rede Minas, direto da fonte. [E vale lembrar que sou repórter!!] Na falta da página do jornal escaneada, segue a imagem.

Seção : Mexerico - 30/06/2008 08:59

Júlia Tavares agora está no comando de Planeta Minas

Daniela Mata Machado - EM Cultura











foto: Cláudia Sarsur/Rede Minas

O programa Planeta Minas – ciência e tecnologia, da Rede Minas, estréia segunda (dia 30), às 21h, sua nova apresentadora: Júlia Tavares (foto). Esta semana, a jornalista apresenta exemplos de invenções mineiras e sua contribuição na saúde, nas artes, na economia e até no esporte.

O programa explica a importância da patente tanto para a proteção de uma idéia quanto para a transferência de tecnologia e mostra inventores que dedicaram a vida à realização de suas idéias.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Festival dos festivais






Comparar a programação cultural nos jornais de sexta-feira de Beagá e SP é mesmo covardia. Mesmo os filmes mais bacanas off-Hollywood demoram a chegar por aqui e saem rapidinho de cartaz. Mas os mineiros levam uma grande vantagem quando o assunto é festival de cultura. E nesse campo, a dimensão reduzida da cidade é fator fundamental para o sucesso de público nas programações intensas de uma ou duas semanas que tomam conta dos principais espaços culturais. Uma contaminação festiva muito especial.

Desde que me mudei, vi espetáculos pra lá de vanguardistas no Festival Internacional de Dança, filmes do Quênia no Festival de Arte Negra e agora, mais recentemente, peças muito refinadas do Chile e Espanha no Festival Internacional de Bonecos. [Os links levam a alguns registros passados neste blog.]

Agora, chegou o esperado Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte, já na 9ª. edição. De hoje ao próximo domingo, peças de Minas e do outro lado do mundo ocupam os palcos da cidade. A novidade vai ser um espaço maior para peças da América Latina, com grupos da Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, Equador e Peru.

E como sempre nem tudo são flores, testemunhei a guerra por ingressos no primeiro dia de vendas e preciso adiantar aqui que só sobrou a rapa do tacho. Ainda bem que toda noite terá intervenções e espetáculos gratuitos de rua.

E mais jabá: O [já famoso] Grupo de Coco Ouricuri encerra o FIT no domingo dia 6, no Parque Municipal, às 21h30. A programação toda está aqui. uma bela desculpa para fazer turismo em Belzonte.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sotaques

A minha locução para TV precisa de alguns ajustes. Não é fácil dar a melhor entonação às palavras para tornar um texto com imagens mais interessante. Mas desconfio que em alguns momentos é o meu sotaque que está soando estranho para os ouvidos mineiros. De qualquer forma, uma editora brincou sugerindo que eu estude, em casa, este singelo texto. Ótimo!

Sapassado, era sessetembro, taveu na cuzinha tomano uma picumel e cuzinhano um kidicarne com mastumate pra fazê uma macarronada com galinhassada.
Quascaí de susto, quando ouvi um barui de dendoforno, pareceno um tidiguerra. A receita mandopô midipipoca denda da galinha prassá. O forno isquentô, e mistorô e o fiofó da galinha ispludiu!!
Nossinhora! Fiquei branco quinein um lidileite. Foi um trem doidimais!! Quascaí dendapia! Fiquei sensabê doncovim, proncovô, oncotô. Óiprocevê quelucura!!! Prestenção!!!!!!! Grazadeus ninguém simaxucô!

Humbração procês!!

Acabo de ler na agenda que hoje é o Dia do Migrante. E como pela primeira vez experimento esta condição, o post celebra a data.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Osso!

Quem me conhece sabe do meu interesse pelos eventos culturais populares. Gosto de aproveitar minha profissão para romper a bolha social da classe média, dar a cara a bater. Com esse espírito, já dancei forró ao som de Calcinha Preta no bairro do Bexiga e “perdi” meu celular no meio um milhão de pessoas durante a festa do 1º de Maio da Força Sindical. Só roubada, diriam meus amigos.

Só que o dividendo dessas experiências costuma ser positivo. Os dois casos acima viraram matérias voluntárias para o site Overmundo (Forró Moderno e Desempregados do mundo, uni-vos!). Mesmo a minha cobertura do pobre Carnaval de Beagá rendeu um relato divertido aqui no blog (Ambulância tira Rei Momo da avenida).

Agora, confesso que exagerei. Curiosa, fui ao Arraial de Belô no sábado, na praça da Estação. As quadrilhas, em competição, não têm nada de autêntico. São repetitivas, forçadas, sem graça. O locutor reencarna um apresentador de rodeio e faz perguntas como “Quem sabe dizer três comidas típicas da festa junina?”. [Um garoto de 10 anos incluiu feijoada na resposta.]

Enquanto isso, nada de dança com música ao vivo ou fogueira de verdade. Depois do sufoco para comer um milho verde entre os esbarrões do povo, não sobrou pique para ver o show do grupo Swing de Palha. E não fica para a próxima.

sábado, 14 de junho de 2008

Rastros de Tom Zé












Perdi essa. O Tom Zé esteve em BH no dia 7 de junho para show e pate-papo durante a Calourada da PUC. No blog do artista – que acabei de descobrir e já deixo linkado aqui no Tutu – ele propôs uma parceria com os leitores para a composição de uma “peça fic-polit-science (ficção político-científica)” sobre a invasão dos estrangeiros no Brasil. A ocupação, para ele, tem interesses aparentemente corretos, como a escassez de alimentos no mundo. Mas em breve os motivos serão cada vez menos éticos.

Pois bem, revisando essa proposta tipicamente Tom-Zeniana, vi que ele divulgou no blog a composição final da canção. As referências mineiras me obrigam a compartilhar o trabalho coletivo por aqui. Mas só quem foi ao show pode relatar se a música funcionou de fato.

PARA O SHOW ‘INVASÃO DO BRASIL’, EM BH, SÁBADO, 7/6 - DIVULGAÇÃO DE REFRÕES QUE SERÃO CANTADOS

Garantem que agora a invasão
será sem batalha e sem canhão.

Por isto é que a sobrevivência
depende da arte e da ciência.

Mas se a ciência for o truque
teremos os físicos da PUC.

Se nos atacarem pelo vento
lutaremos com Milton Nascimento.

Se quiserem roubar nosso conforto
teremos por nós o Grupo Corpo.

Se comer nosso caju
eu convoco o Pato Fu.

Mas se ainda trouxerem carabina
lutamos no Clube da Esquina.

Contra metralhadora ou carro-tanque
o Tia Nastácia ou o Skank.

Assim venceremos soberanos
com o saber dos nossos veteranos.

E pro inimigo fazer macarronada
entregamos a nossa calourada.