quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Eloá

Foge da proposta deste espaço virtual a simples discussão de temas com os quais eu mesma não tenha tido algum contato pessoal – hábito comum da chamada “blogosfera”. Hoje, furo a pseudo-regra para replicar reflexões sobre “a tragédia de Santo André” graças a um belo artigo de Silvana Mascagna, editora de Cultura do jornal O Tempo. Finalmente, uma opinião sensata:

Há quem diga que o seqüestro em Santo André poderia ter tido outro destino não fosse o circo armado pela mídia. Tanto o seqüestrador pode ter ficado inebriado com a celebridade instantânea e o poder de mobilizar tanta gente, quanto os policiais encantados com a nobre missão de solucionar caso tão famoso. Eloá não foi vítima apenas da loucura do namorado ou da ineficiência da polícia, mas também da vaidade.

O texto inteiro é imperdível.

3 comentários:

ZECA disse...

Julim, veja manchete que correu o mundo nesta semana: "Polícia brasileira devolve vítima a sequestrador". Maravilha!!
Fora todas as "vaidades" conflitantes (da polícia e do sequestrador), um ponto fundamental ficou de fora da discussão: o histórico "machismo". Minha querida, o despeito masculino difere do feminino: você já viu algum caso em que a mulher é o algoz (99,9% dos casos de crimes passionais a mulher é que sifo...)
Aquelabraço.

SaintCahier disse...

Existem n casos documentados em que a mulhe é o algoz, Zeca... eu não tenho as estatísticas, mas suspeito que seja *bem* mais que 0.1%.

Cuidado com o machismo às avessas...

ZECA disse...

É lógico que há casos de violência passional cometido por mulher, mas, sem preocupação alguma de cometer "machismos às avessas", digo que são descomunais os registros de casos de coerção masculina.
Pra quem quiser saber de números consulte os sites dos CONSELHOS ESTADUAIS [e NACIONAL] DOS DIREITOS DA MULHER – o site da GLOBAL VOICES, que já tem sua versão em português.
E outros: www.violenciamulher.org.br
www.patriciagalvao.org.br