sexta-feira, 25 de abril de 2008

Abaixo a coxinha!

Ao final da apresentação de lançamento do DVD do Maracatu Lua Nova no teatro Francisco Nunes, o público de 600 pessoas sentadas em cadeiras mais as 100 sentadas no chão ganharam feijão tropeiro e um gole de cachaça mineira. As duas empresas que forneceram o “coquetel” gratuitamente atenderam com classe a voracidade do público, tomado pelo instinto da fome.

Meia hora depois de servida a comida, a menina do bairro Aparecida já brincava de fazer castelinho com o que sobrou do feijão. Eu mesma me senti à vontade para levar uma quentinha para casa. “Bafão” assumido.

O cardápio, obviamente, não deveria ser o lide da noite de terça-feira. O DVD que conta a história do grupo formado em 2002 em Belo Horizonte é muito bem feito, com depoimentos dos integrantes no intervalo de apresentações pela cidade e muita música. E mesmo espremidos no palco, eles ainda se apresentaram ao vivo, com as catirinas e todos os instrumentos típicos do ritmo herdado de Pernambuco: alfaia, gonguê, tarol, caixa e ganzá.

Mas ao imaginar toda aquela multidão comendo coxinhas e canapés, saquei o quanto seria forçado. E faço questão de elogiar os organizadores por mais este cuidado com a festa. Foi a cereja no bolo. Ou o ovo no feijão.

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Impossível não se emocionar com as meninas e os meninos novinhos que fazem parte do Maracatu. Mesmo antes de aprender a pegar na baqueta, alguns já carregam o seu tamborzinho. Outras viram princesinhas africanas com a saia rodada e o lenço na cabeça. Aqui, a foto de um desses protagonistas, tirada numa festa de Congado em Raposos, perto de BH, em 2005. Fico devendo as catirinas mirins.


4 comentários:

Tereza Moura disse...

Legal Júlia!
adorei te ver lá!
um beijo

Cristiana Brandão disse...

"os tambores de Minas soaram..." deu vontade de estar lá. bjs, cris

Júlia Tavares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Júlia Tavares disse...

Que bom que o elogio chegou à organizadora do evento. Parabéns, de novo, Teca!
E Cris, acho que o mote dos nossos blogs acabou ficando parecido agora que você escreve suas descobertas sobre Paris. Muito bacana!
Beijos!